Setembro Verde: Sedi realiza palestra sobre inclusão na EM Joaquim Ferreira Mourão
Palestra contou com participação de PCD e intérprete de Libras
Por: ANA GABRIELA SALU MTB: | 16/09/2026
Os alunos da Escola Municipal (EM) Joaquim Augusto Ferreira Mourão, no bairro Melvi, tiveram nesta quarta-feira (16) uma palestra sobre a importância da inclusão e do combate ao preconceito sofrido pelas pessoas com deficiência. O bate-papo é idealizado pela Secretaria de Educação (Seduc) e pela Secretaria de Diversidade e Inclusão (Sedi) em alusão ao Setembro Verde, mês que visa combater o preconceito e o capacitismo contra as pessoas com deficiência.
O evento contou com a participação de Francisco Novelli, que é cego, e dividiu com os alunos as vivências de ser deficiente na nossa sociedade. “Para mim, é gratificante poder falar com os jovens sobre esse assunto, pois isso trará impactos positivos na vida deles e também na sociedade como um todo, eles são o futuro. Pude dividir com eles minhas experiências e explicar como esperamos que as pessoas ajam na presença de um PCD, como elas podem ajudar e ser úteis, facilitando o dia a dia de quem tem alguma limitação, seja uma deficiência que é visível e também as ocultas”. A outra palestrante do dia foi a interprete de Libras Cláudia Peppi.
A diretora da unidade escolar, Valéria Guedes, celebrou a parceria com a Sedi e a importância do debate sobre o tema. “Os alunos precisam compreender que a inclusão não acontece só na escola, mas no mundo como um todo. Eles precisam levar isso para a vida. Receber um palestrante que vivencia a realidade de uma pessoa com deficiência traz para os alunos essa visão concreta, e isso educa, muda a percepção deles. É importante que atividades como essas sejam contínuas e em todas as escolas, assim a abrangência é maior e construímos um futuro melhor para todos”.
Para a secretária de Diversidade e Inclusão, Vera Benício, levar esse assunto até as escolas é fundamental para fomentar mudanças no futuro. “Precisamos destacar a empatia, conscientização, inclusão, respeito e amor ao próximo. Os alunos tiveram contato com uma pessoa cega que veio compartilhar as experiências e com uma intérprete de Libras que mostrou a eles que a importância de saber como agir quando nos deparamos com alguém que possui alguma deficiência. Foi uma manhã muito produtiva e que, tenho certeza, vai refletir positivamente na vida deles”.
